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Uso e Desgaste de Elevadores em Condomínios: Dicas para Reduzir Riscos
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Uso e Desgaste de Elevadores em Condomínios: Dicas para Reduzir Riscos

Uso e Desgaste de Elevadores em Condomínios: Dicas para Reduzir Riscos

Dicas para Síndicos e PMES

Calendar Icon03/02/2026
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Os elevadores são equipamentos essenciais em condomínios residenciais e comerciais. No entanto, o uso intenso e, muitas vezes, inadequado aliado à falta de manutenção preventiva pode resultar não apenas em falhas operacionais, mas também em riscos à segurança e custos elevados com reparos

Elevadores operam com inúmeros componentes mecânicos e elétricos que sofrem desgaste natural com o uso. O trabalho contínuo de cabos, polias, motores, sensores e sistemas de controle expõe esses dispositivos a condições de estresse constante, acelerando sua deterioração. 

Mas o mau uso pode ser o maior vilão. Um levantamento da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) de 2022 aponta que pelo menos 20% dos acidentes com elevadores estão associados ao uso inadequado e à falta de manutenção sistemática. Acarretando em movimentos irregulares, ruídos anormais, paradas inesperadas e falhas no nivelamento entre a cabine e o piso, que aumentam o risco de tropeços e quedas.

Consequências da manutenção negligenciada

Quando a manutenção é negligenciada, pequenos problemas podem evoluir para falhas críticas. Isso inclui falhas nos sistemas de portas, que podem fechar de forma insegura ou travar; desgaste de cabos e rolamentos, que pode causar movimentos bruscos ou lentos; e problemas elétricos, que resultam em paradas inesperadas ou falhas no painel de controle. Todos esses pontos podem comprometer a segurança dos usuários, especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Além dos riscos à segurança, a ausência de manutenção preventiva pode resultar em maiores custos operacionais. Reparos emergenciais — muitas vezes necessários quando falhas não são antecipadas — tendem a ser mais caros do que inspeções regulares e substituições programadas. A falta de manutenção também pode afetar a eficiência energética do equipamento, aumentando o consumo e diminuindo sua vida útil.

Práticas a serem evitadas

Para reduzir os riscos decorrentes do uso, síndicos e moradores devem evitar:

  • Exceder a capacidade máxima de carga da cabine;

  • Forçar portas ou inserir objetos entre as folhas;

  • Simular fechamentos ou interferir nos botões internos e externos de forma inadequada;

  • Ignorar sinais de alerta, como ruídos estranhos, paradas bruscas ou vibrações incomuns;

  • Delegar manutenção a pessoas não habilitadas ou realizar consertos “faça você mesmo”;

  • Deixar de contratar serviços técnicos especializados em conformidade com as normas ABNT.

A implementação de contratos de manutenção preventiva com empresas certificadas, aliados a orientações claras aos usuários sobre o uso adequado, é uma prática indispensável de gestão condominial. Além de reduzir riscos de acidentes, ela protege o patrimônio coletivo, melhora a experiência dos moradores e contribui para o funcionamento seguro e eficiente dos elevadores ao longo do tempo.


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