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SPDA (Para-Raios): Tudo que o Síndico Precisa Saber sobre o Laudo
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SPDA (Para-Raios): Tudo que o Síndico Precisa Saber sobre o Laudo

SPDA (Para-Raios): Tudo que o Síndico Precisa Saber sobre o Laudo

Dicas para Síndicos e PMES

Calendar Icon26/01/2026
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A proteção contra descargas atmosféricas, popularmente conhecida como SPDA (Para-Raios), é um elemento essencial em qualquer edificação que possa ser atingida por raios — como condomínios com blocos altos ou áreas abertas ao público. Para garantir sua eficácia e conformidade técnica, é obrigatório que o sistema seja periodicamente inspecionado e atestado por meio de um laudo técnico específico.

O laudo de SPDA é muito mais do que um documento burocrático: ele atesta a conformidade do sistema de proteção com a Norma Brasileira ABNT NBR 5419/2015, que define critérios de desempenho e segurança para captação, condução e dissipação de descargas atmosféricas. Além disso, a emissão desse laudo deve ser feita por um profissional legalmente habilitado, geralmente um engenheiro eletricista com registro ativo no CREA, acompanhado de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

Quando e como emitir o laudo SPDA

O primeiro passo para emissão do laudo é contratar uma empresa especializada ou engenheiro habilitado, que fará uma inspeção completa no sistema de para-raios. Essa vistoria inclui:

  • Verificação visual do sistema de captação, descidas e aterramento;

  • Medições da continuidade elétrica e resistência do aterramento;

  • Análise de conformidade com a norma técnica;

  • Registro fotográfico e identificação de não conformidades, quando existentes;

  • Emissão de relatório final com recomendações e ART assinada.

Esse documento é exigido pelos Corpos de Bombeiros, seguradoras, prefeituras e em processos de auditoria ou liberação de outros documentos oficiais, por atestar que a edificação possui um sistema adequado e funcional.

Validade e periodicidade do laudo SPDA

A validade do laudo de SPDA não é uniforme para todas as edificações. De acordo com a norma técnica e recomendações de especialistas, o documento pode ter validade de 1 a 3 anos, dependendo do risco da edificação e do ambiente onde está localizada:

  • 1 ano — edificações em áreas com atmosfera altamente corrosiva (por exemplo, regiões litorâneas) ou estruturas com serviços essenciais.

  • 3 anos — maioria dos condomínios, edifícios comerciais e industriais comuns.

Importante destacar que, mesmo quando a validade técnica for de até 3 anos, é recomendada uma inspeção visual semestral no sistema SPDA para verificar sinais de corrosão, oxidação, conexões soltas ou danos causados por intempéries — fatores que podem comprometer a eficiência do sistema antes do vencimento do laudo original.

Além disso, sempre que houver alterações estruturais significativas, reformas no telhado ou impactos de descargas atmosféricas, um novo laudo deve ser solicitado antes do término da validade do documento anterior, garantindo que o SPDA continue atendendo às exigências técnicas e legais.

Importância de manter o laudo atualizado

Manter o laudo de SPDA atualizado é uma prática essencial de governança condominial. Essa atualização assegura a proteção de vidas, equipamentos e patrimônio em caso de descargas atmosféricas, além de evitar que apólices de seguros patrimoniais sejam invalidadas por falta de comprovação de manutenção regular. A documentação em dia também reduz o risco de multas e impedimentos na emissão ou renovação de certificados como o AVCB, e demonstra diligência por parte da administração predial ao cuidar da segurança dos moradores.

Programar a periodicidade das inspeções e manter o controle das datas de emissão e vencimento do laudo é parte vital da administração preventiva do condomínio. A adoção de um calendário de inspeções alinhado à NBR 5419 e às condições locais de cada edificação reforça a segurança e a tranquilidade dos moradores ao longo do ano, além de proporcionar maior previsibilidade no planejamento de manutenção e orçamento condominial.

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