Palestra NewSun no ENACON 2026: Energia Sustentável como Ativo Inteligente
Palestra NewSun no ENACON 2026: Energia Sustentável como Ativo Inteligente
Dicas para Síndicos e PMES
A 22ª edição do ENACON 2026, o maior encontro do mercado condominial brasileiro realizado nos dias 17 e 18 de junho no prédio do Secovi-SP, consolidou-se como um marco para a discussão de inovação e eficiência na gestão predial. No penúltimo painel do evento, Fernando Berteli, CEO e fundador do NewSun Energy Group, trouxe uma abordagem disruptiva ao analisar o impacto da eletricidade, que atualmente representa cerca de 21% dos custos fixos de um condomínio. Para o executivo, que possui mais de uma década de experiência acumulada no setor de energia limpa, esse patamar tarifário esconde uma oportunidade extraordinária que vai muito além de um mero desafio orçamentário, posicionando as habitações coletivas na vanguarda da transição ecológica urbana.
Berteli abriu sua apresentação com uma provocação conceitual profunda, definindo o papel do síndico moderno como o de um "mini prefeito" governando uma "mini cidade". Sob essa ótica, o administrador condominial gerencia diariamente recursos naturais vitais como água, resíduos e energia elétrica, além de mediar a convivência de famílias, zelar pelo lazer e coordenar um vasto ecossistema de prestadores de serviços. Devido a essa proximidade e controle direto, as estruturas condominiais possuem condições muito mais ágeis e favoráveis que o próprio poder público municipal para promover, testar e liderar transformações sustentáveis de alto impacto na sociedade.
O tripé sustentável e o peso da responsabilidade compartilhada
De acordo com a visão apresentada pelo CEO no ENACON 2026, a verdadeira sustentabilidade no ambiente residencial não deve se resumir a ações isoladas, como a instalação de sensores de presença ou a separação básica do lixo. O conceito defendido baseia-se no desenvolvimento concomitante de um Tripé Sustentável que une de forma harmônica as esferas econômica, social e ambiental, demonstrando que é perfeitamente viável gerar economia financeira real para o caixa comum ao mesmo tempo em que se promove a preservação ativa do meio ambiente e o fortalecimento do tecido social da comunidade de moradores.
Para dimensionar a urgência dessa mudança de postura na gestão, o palestrante apresentou números expressivos que revelam a pegada ecológica do setor condominial no Brasil. Mensalmente, os condomínios do país registram um consumo de cerca de 3,32 gigawatts-hora de energia elétrica e são responsáveis pela emissão anual de 96 milhões de toneladas de carbono apenas na parcela energética. Somado a isso, o segmento consome 10 bilhões de litros de água por dia e gera diariamente 40 mil toneladas de resíduos sólidos. Esses dados alarmantes traduzem a magnitude da responsabilidade socioambiental carregada por síndicos e administradoras na condução de suas diretrizes operacionais cotidianas.
Previsibilidade e economia real através da energia por assinatura
Como solução prática para mitigar esses impactos e aliviar as finanças das áreas comuns, a NewSun Energy Group detalhou o funcionamento do seu modelo de energia solar por assinatura. O sistema opera de forma simples e totalmente livre de burocracia ou quebra-quebras estruturais: a empresa gera eletricidade renovável em usinas próprias distribuídas estrategicamente por 14 estados brasileiros, injeta essa produção na rede de distribuição local e credita o equivalente na conta do cliente, reduzindo o valor devido à concessionária tradicional. Na prática, se um condomínio registra um gasto mensal de 10 mil reais, a dinâmica zera esse consumo e emite um boleto consolidado de cerca de 8 mil ou 8.500 reais, garantindo uma economia imediata de 15% a 20% sem que o prédio precise investir em obras, compra de painéis ou manutenções técnicas.
Além do alívio financeiro imediato, o grande diferencial defendido por Fernando Berteli é a previsibilidade tarifária de longo prazo oferecida pelo serviço. Enquanto a inflação energética histórica no Brasil corresponde a 1,5 vezes o IPCA, os contratos de assinatura da NewSun são reajustados estritamente pelo índice oficial de inflação, o que amplia a economia percentual de forma progressiva ao longo do tempo de permanência. Travar o reajuste atrelado ao IPCA confere ao gestor uma ferramenta única de governança, permitindo prever com exatidão os custos elétricos para os próximos cinco anos, uma métrica de controle impossível de obter em contratos de folha de pagamento, portaria ou no consumo de água. Essa gestão inteligente é complementada por uma plataforma digital exclusiva onde o condomínio acompanha em tempo real a geração, o consumo, as contas da concessionária e o saldo de créditos energéticos.
Expansão de mercado e novas linhas de receita com o NewSun Partner
A solidez da operação da NewSun Energy Group foi chancelada pelos números de mercado expostos durante o encontro do Secovi-SP. Contando atualmente com 38 megawatts de operações próprias, mais de 60 megawatts entregues e uma carteira superior a 1.500 clientes pessoa jurídica, dos quais 70% são condomínios, a empresa aproveitou o ENACON 2026 para anunciar o programa NewSun Partner. Esse modelo de parceria inovador é voltado para síndicos profissionais e administradoras que desejam atuar como replicadores ativos do ecossistema de sustentabilidade da marca.
O programa prevê o pagamento de um rebate mensal recorrente para o parceiro durante todo o período em que o condomínio por ele indicado permanecer ativo na carteira de clientes da NewSun. Essa iniciativa abre uma nova e atrativa linha de receita legítima para as empresas de administração predial e profissionais autônomos da área, unindo a busca por eficiência energética com a valorização e o fortalecimento do ecossistema de negócios do setor.
Ao encerrar sua participação, Berteli reforçou a tese central de sua apresentação ao relembrar um caso prático de sucesso em São José do Rio Preto, onde um condomínio implantou de forma independente um programa pioneiro de coleta seletiva que acabou sendo copiado e adotado pela própria prefeitura da cidade como um projeto piloto municipal. Esse exemplo concreto corrobora a tese de que o condomínio funciona como o laboratório perfeito para as cidades e que, ao transformar o desenvolvimento sustentável em algo tangível, palpável e mensurável através de exemplos, conseguimos formar replicadores conscientes e transformar a sociedade como um todo.
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