47% das PMEs apontam a má gestão financeira como principal causa de fechamento de empresas: como evitar esse risco

47% das PMEs apontam a má gestão financeira como principal causa de fechamento de empresas: como evitar esse risco

47% das PMEs apontam a má gestão financeira como principal causa de fechamento de empresas: como evitar esse risco

Dicas para Síndicos e PMES

Ícone de calendário29/10/2026
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Empreender nunca foi uma tarefa simples. Além de conquistar clientes, cumprir obrigações fiscais, gerenciar equipes e acompanhar um mercado cada vez mais competitivo, empresários precisam garantir que as finanças da empresa permaneçam saudáveis mesmo em períodos de incerteza econômica. É justamente nesse contexto que uma pesquisa recente da Serasa Experian trouxe um dado que merece atenção de qualquer gestor: 47% das pequenas e médias empresas acreditam que a má gestão financeira é o principal motivo para o fechamento de negócios no Brasil. 

O resultado chama atenção porque supera fatores frequentemente apontados como grandes obstáculos ao empreendedorismo no país. Na percepção dos entrevistados, a má gestão financeira aparece à frente da carga tributária (40%), da burocracia (34%) e até mesmo da falta de crédito ou capital (29%). 

Em outras palavras, os próprios empresários reconhecem que muitos dos desafios enfrentados pelas empresas não estão apenas no ambiente externo. Uma parte significativa da sustentabilidade do negócio depende da capacidade de controlar receitas, despesas, fluxo de caixa e planejamento financeiro. Essa percepção reforça uma mudança importante na forma como as PMEs enxergam sua gestão: crescer deixou de ser apenas uma questão de vender mais e passou também a significar administrar melhor os recursos disponíveis. 

O que mostrou a pesquisa da Serasa Experian? 

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O levantamento realizado pela Serasa Experian ouviu 511 pequenas e médias empresas em diferentes regiões do Brasil e buscou compreender quais fatores os empresários associam ao fechamento de negócios. O estudo apontou que quase metade dos entrevistados considera a má gestão financeira o principal motivo para a descontinuidade empresarial.  

Os dados se tornam ainda mais relevantes quando os empresários passam a avaliar suas próprias empresas. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados afirmam que a gestão financeira está entre os principais riscos para a continuidade do seu negócio. O percentual cresce conforme o porte da empresa aumenta, chegando a 76% entre as médias empresas. 

Outro resultado interessante está relacionado à preparação para enfrentar momentos de dificuldade financeira. Embora 70% das empresas afirmem possuir algum tipo de plano de contingência para crises de caixa, esse percentual cai para apenas 54% entre MEIs e microempresas. Isso demonstra que justamente os negócios mais vulneráveis costumam ser aqueles menos preparados para enfrentar períodos de instabilidade. 

Para Mariana Figueiredo, diretora de produtos e tecnologia para pequenas e médias empresas da Serasa Experian, conhecer profundamente a situação do caixa, das receitas e dos custos permite que o empreendedor tome decisões com maior segurança e consiga antecipar possíveis dificuldades. 

Por que tantas empresas enfrentam dificuldades financeiras? 

Quando se fala em má gestão financeira, muitas pessoas imaginam problemas graves ou decisões equivocadas de grande impacto. Na prática, porém, as dificuldades costumam surgir a partir de pequenas falhas acumuladas ao longo do tempo. 

Uma empresa pode apresentar boas vendas e, ainda assim, enfrentar problemas financeiros. Isso acontece porque faturamento e geração de caixa não são a mesma coisa. Negócios que vendem muito, mas recebem com prazos longos, por exemplo, podem enfrentar dificuldades para honrar despesas do dia a dia. Da mesma forma, aumentos graduais nos custos operacionais podem comprometer margens de lucro sem que o gestor perceba imediatamente. 

Outro fator comum é a falta de visibilidade financeira. Muitas PMEs ainda administram seus números de forma excessivamente manual ou baseada apenas na movimentação bancária. Nesses casos, torna-se difícil projetar cenários futuros, identificar tendências ou agir preventivamente diante de possíveis problemas. 

Em um ambiente econômico marcado por oscilações de mercado, variações de consumo e custos operacionais crescentes, a previsibilidade se transforma em um ativo extremamente valioso para qualquer empresa. 

O fluxo de caixa continua sendo o principal indicador da saúde financeira 

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Entre todas as ferramentas disponíveis para uma gestão financeira eficiente, poucas são tão importantes quanto o fluxo de caixa. O fluxo de caixa permite acompanhar entradas e saídas de recursos ao longo do tempo, oferecendo uma visão clara da realidade financeira da empresa. Com ele, o gestor consegue identificar momentos de maior pressão financeira, prever necessidades de capital e avaliar a capacidade do negócio de cumprir seus compromissos. 

O problema é que muitas empresas acompanham apenas o saldo atual da conta bancária. Essa prática cria uma falsa sensação de segurança. Um caixa aparentemente confortável hoje pode esconder dificuldades futuras caso existam pagamentos relevantes programados ou receitas que ainda não foram efetivamente recebidas. 

Por isso, uma gestão financeira madura não olha apenas para o presente. Ela trabalha constantemente com projeções e cenários. Empresas que conseguem antecipar desafios normalmente possuem maior capacidade de adaptação e enfrentam momentos difíceis com muito mais tranquilidade. 

Como melhorar a gestão financeira sem aumentar a burocracia? 

Uma preocupação comum entre empresários é a ideia de que melhorar os controles financeiros exigirá mais processos, mais planilhas e mais tempo administrativo. Na realidade, uma boa gestão financeira deve simplificar a tomada de decisões, e não complicá-la. 

Automatize o que for possível 

Atualmente existem diversas ferramentas capazes de consolidar informações financeiras, automatizar lançamentos e fornecer relatórios atualizados em tempo real. Ao reduzir atividades manuais repetitivas, a empresa ganha produtividade e diminui o risco de erros operacionais.  

Além disso, a automatização permite que o empreendedor dedique mais tempo à estratégia e menos tempo à organização de informações. A própria Serasa Experian destaca a importância da tecnologia como apoio para projetar receitas, despesas e cenários futuros, aumentando a segurança das decisões empresariais. 

Separe custos fixos e variáveis 

Outra prática importante consiste em compreender claramente quais despesas são fixas e quais variam conforme a atividade da empresa. Essa classificação ajuda a identificar oportunidades de otimização e facilita a elaboração de cenários financeiros mais realistas. Quanto maior a compreensão dos custos operacionais, maior tende a ser a capacidade de planejamento. 

Construa planos de contingência 

A pesquisa da Serasa Experian revelou que nem todas as empresas possuem planos estruturados para enfrentar crises de caixa. Um plano de contingência não precisa ser complexo. Ele pode incluir medidas simples como revisão de despesas não essenciais, acompanhamento mais próximo dos recebimentos, definição de linhas de crédito previamente aprovadas e monitoramento mais frequente dos indicadores financeiros. O importante é saber antecipadamente quais decisões podem ser tomadas caso surja uma dificuldade financeira. 

Como a assinatura de energia limpa da NewSun ajuda a simplificar a gestão financeira das PMEs 

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Entre as diversas despesas recorrentes que impactam o fluxo de caixa das empresas, a energia elétrica ocupa posição de destaque em muitos segmentos. Dependendo da atividade exercida, os custos energéticos podem representar uma parcela relevante do orçamento mensal e influenciar diretamente a previsibilidade financeira do negócio. 

É justamente nesse contexto que a assinatura de energia limpa da NewSun surge como uma ferramenta capaz de contribuir para uma gestão financeira mais eficiente e estratégica. 

O modelo permite que empresas participem de uma solução baseada em fontes renováveis sem precisar investir na compra de equipamentos, sem necessidade de instalar painéis solares e sem realizar obras ou adaptações na infraestrutura do imóvel. O fornecimento de energia pela distribuidora continua ocorrendo normalmente, sem interrupções operacionais ou necessidade de paralisação das atividades da empresa. 

Essa característica é particularmente importante para as PMEs porque evita investimentos iniciais elevados e elimina preocupações relacionadas à manutenção de equipamentos próprios. Em vez de direcionar recursos para aquisição de infraestrutura energética, a empresa pode concentrar seus investimentos naquilo que realmente faz parte de sua atividade principal. 

Além disso, a assinatura de energia limpa contribui para aumentar a previsibilidade dos custos relacionados ao consumo energético. Em um cenário no qual a pesquisa da Serasa Experian mostra que a gestão financeira é percebida como um dos principais riscos ao negócio, reduzir a imprevisibilidade de despesas recorrentes passa a ter valor estratégico. 

Outro benefício relevante está relacionado à sustentabilidade. Ao integrar práticas ligadas à transição energética sem aumentar a complexidade operacional, a empresa fortalece sua agenda ESG enquanto melhora sua gestão financeira. Dessa forma, eficiência econômica e responsabilidade ambiental passam a caminhar juntas. 

Previsibilidade é uma vantagem competitiva 

Quando empresários pensam em crescimento, normalmente a atenção se concentra em vendas, marketing e expansão comercial. Embora esses fatores sejam extremamente importantes, existe um elemento frequentemente negligenciado que separa empresas resilientes de negócios vulneráveis: a previsibilidade. 

Empresas que conseguem prever receitas, controlar despesas e compreender suas necessidades futuras de caixa tomam decisões melhores. Elas negociam com mais segurança, investem com mais confiança e enfrentam períodos de incerteza com muito mais preparo. 

Por isso, fortalecer a gestão financeira não deve ser visto apenas como uma medida defensiva. Trata-se de uma estratégia de crescimento. Quanto maior a clareza sobre a situação financeira da organização, maior a capacidade de identificar oportunidades e agir rapidamente diante de mudanças de mercado. 

É justamente essa lógica que explica por que a gestão financeira aparece à frente até mesmo da carga tributária e da falta de crédito entre os fatores associados ao fechamento de empresas. 

A gestão financeira não deve ser lembrada apenas em momentos de crise 

Uma das principais conclusões da pesquisa da Serasa Experian é que muitas empresas reconhecem a importância da gestão financeira, mas nem todas possuem o mesmo nível de preparação para enfrentar desafios. 

O aprendizado mais importante talvez seja justamente este: gestão financeira não é uma atividade para ser executada apenas quando surgem dificuldades. Ela deve fazer parte da rotina da empresa, orientando decisões estratégicas e permitindo uma visão clara do futuro. 

Pequenas medidas, como automação de controles, monitoramento de indicadores, criação de planos de contingência e busca por maior previsibilidade em despesas recorrentes, podem produzir impactos significativos ao longo do tempo. 

Em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo, empresas que dominam seus números tendem a tomar decisões melhores. E empresas que tomam decisões melhores normalmente estão mais preparadas para crescer de forma sustentável, superar desafios e aproveitar oportunidades quando elas surgem.

 

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